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PASTORAL UMA IGREJA DESCONHECIDA “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Efésios 5: 25-27) O título sugere a ideia de que falaremos de uma “comunidade estranha”, mas a tal igreja desconhecida é muitas vezes a nossa própria comunidade. Fico impressionado quando converso com pessoas que possuem anos de casa, mas mesmo assim, não conhecem alguns aspectos fundamentais da igreja local. Tenho a percepção de que algumas críticas e também elogios partem exatamente desta falta de conhecimento e sensibilidade com respeito à dinâmica do Corpo de Cristo. Temos um agravante para ser analisado, para muitos a vida de uma comunidade espiritual se limita aos encontros pelos domingos e aí passam a julgar tudo que acontece apenas pela percepção limitada de um encontro. É interessante a concepção de algumas denominações evangélicas que passaram a denominar os encontros aos domingos de “Grande Celebração”, pois os demais encontros acontecem ao longo da semana nos pequenos grupos de pastoreio, nos aconselhamentos, no discipulado, nos encontros informais que nos edificam e nos fazem crescer etc. O termo “Grande” é um parâmetro para indicar quantidade e não qualidade, a ideia não é atribuir uma importância menor aos pequenos grupos e aos encontros “informais”, mas sim reconhecer as especificidades e valor de cada encontro. Quando chegamos ao templo no domingo à noite não imaginamos o que foi construído durante a semana para que a vida do culto flua como um aroma suave. As visitas feitas, o aconselhamento ministrado como óleo sobre as feridas, as reuniões de oração que alimentam a vida da igreja, o zelo administrativo que cuida dos detalhes que muitas vezes nem reparamos, o esforço grande na área da construção para fornecer instalações mais confortáveis e propícias para atender as demandas da comunidade, o trabalho árduo para preparar sermões, estudos bíblicos e aulas da Escola Bíblica Dominical, os encontros dos grupos familiares que funcionam como oásis em meio ao deserto etc. Jesus Cristo amou a igreja e se entregou por ela, por isso, não perco minhas esperanças, não deixo o desânimo engolir minha história de fé, não cedo à tentação de reduzir o Corpo de Cristo a uma empresa etc. Vou caminhando, enchendo-me de alegria com coisas simples que são imperceptíveis para alguns, descanso na certeza de que o Corpo cria seus próprios mecanismos de defesa e acima de tudo, tentarei ser um instrumento para o projeto de Cristo para a igreja: santificá-la para tornar-se igreja gloriosa, santa e inculpável. Reverendo Júnior Sipaúba |